
As especulações sobre o fim da TV com a chegada da internet dão lugar ao pensamento de que os consumidores continuará a ver televisão, porém, de outra forma, segundo apontam especialistas. Essa nova ideia é reflexo do sucesso das imagens em 3D.No mercado norte-americano já existem equipamentos que, quando acoplados a TV, permitem o usuário a assistir conteúdos da web. O Google, em parceria com a Sony e Intel, anunciou a sua entrada no mundo da televisão através do Google TV, segundo o jornal The New York Times – na semana passada.O alto custo dos aparelhos (cerca de R$3 mil) e o conteúdo escasso em 3D não são empecilhos para os analistas. Essa tecnologia deverá fazer sucesso segundo eles. A Sony, por exemplo, garantiu que metade dos televisores vendidos dentro de três anos serão 3D.Todos os grandes fabricantes já iniciaram a venda desses televisores ou planejam comercializá-lo antes da Copa do Mundo – que pela primeira vez, será transmitida também em 3D.
Ponto de partida
A procura e a venda de TVs 3D foi impulsionada pelo cinema, por filmes como “Avatar” e a “Era do Gelo 3”. No futuro se espera que muitos outros gêneros se beneficiem com essa tecnologia, os games são um exemplo disso. . As televisões, portanto, devem transmitir programações em 3D em um futuro não muito distante, mas alguns analistas não descartam que a tecnologia possa ser prejudicial para a visão.Martin Banks, professor de Oftalmologia da Universidade de Berkeley (Califórnia, EUA), publicou recentemente um estudo sobre a "fadiga do 3D", assegurando que, em muitas ocasiões, ver conteúdos em três dimensões pode provocar dores de cabeça, visão confusa e cansaço. Banks afirma que a tecnologia 3D viola as normas de percepção às quais nossos olhos e nosso cérebro estão acostumados e nos obriga a fixar nossa visão simultaneamente nas imagens do fundo e nas mais próximas, o que provoca fadiga visual.