domingo, 18 de abril de 2010

Jornais querem cobrar pelo acesso online nos EUA!


De acordo com sondagem do Projeto para Excelência em Jornalismo do Pew Research Center, realizada na última segunda-feira (12), 58% dos executivos de jornais dos EUA pretendem cobrar pelo acesso ao conteúdo online. Segundo o estudo, não são apenas os grandes veículos que têm essa ideia, mas também os jornais locais.Apesar disso, poucos destes executivos (18%) afirmam ter projetos para estruturar a cobrança, alguns descartaram totalmente a ideia (13%) e outros nem sequer chegaram a pensar no assunto (9%).Segundo o Projeto, "alguns economistas sugerem que os prospectos de qualquer organização de notícia ter sucesso com a cobrança é muito mais difícil se ela tenta fazer isso sozinha, e não em uma mudança do mercado".A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010 com 513 executivos da Associação Americana dos Editores de Notícia e da Associação de Rádio, Televisão e Notícias Digitais.Alguns jornais já trabalham com esse tipo de cobrança e isso já é realidade em veículos pelo mundo, como o britânico Financial Times, o francês Le Monde e os norte-americanos The New York Times e The Wall Street Journal.

Para CEO do Google, jornais podem lucrar na web

Para o CEO do Google, Eric Schmidt, o conteúdo dos jornais na internet pode ser lucrativo, caso as empresas de comunicação encontrem novas formas de gerar receita online. O gigante das buscas é criticado pelo empresários de mídia por conta do serviço "Google Notícias", que "rouba" os leitores e as receitas de publicidade.
Apesar das críticas, Schmidt, reconheceu a importância da imprensa e de seu conteúdo na internet. “Nós compreendemos o quanto a sua missão é fundamental”, afirmou durante a Conferência Anual da Sociedade Americana de Editores.
O CEO defendeu que os jornais precisam buscar um novo modelo de lucro, combinando publicidade e assinaturas, e que o Google está disposto a colaborar nesse processo, mas não detalhou como isso deve acontecer.
“Nós temos um problema de modelo de negócio. Não temos um problema com a produção de notícias. Estamos todos juntos nessa”.
Schmidt incentivou o uso de redes sociais, do Kindle, da Amazon, o iPad, da Apple e os smartphones Android, do Google, como forma dos jornais se aproximarem dos leitores.