
A Assembleia Legislativa de São Paulo já gastou nos primeiros três meses deste ano quase R$ 1 milhão em serviços gráficos e envio de correspondências da verba de gabinete.O levantamento, feito pelo UOL, mostra que os 94 deputados do Estado usaram esse montante na confecção de jornais, panfletos e outros dispositivos para divulgação das realizações de cada mandatário. Além disso, parte desse montante foi destinada ao envio de cartas e malas diretas aos eleitores paulistas.O valor gasto mostra que nos dois primeiros meses deste ano houve um aumento geral de 25% no uso da verba em relação a 2009, quando foram gastos R$ 104,063, ante os R$ 130,313 entre janeiro e fevereiro de 2010. Somente em fevereiro, foram gastos R$ 78,919 – valor, segundo estimativas dos Correios, suficiente para serem enviadas 75 mil cartas. As contas de março ainda não foram completamente fechadas, então não foi possível realizar uma comparação. Na produção gráfica, o aumento foi menor: R$ 634.791 em 2009, e R$ 635.223 em 2010.Individualmente, os deputados chegam a usar mais de R$ 10 mil somente com serviços postais. O campeão foi Carlos Gianazzi, do PSOL, que gastou um total de R$ 18.796 entre janeiro e fevereiro – mais de 15 mil cartas, segundo os Correios.Cada deputado dispõe de uma verba mensal de R$ 20.525 para o custeamento de hospedagens, materiais de escritório, combustível e consultorias; o dinheiro também pode ser usado para produção gráfica e envio de correspondências. Para que o parlamentar faça uso do benefício, tudo tem de ser comprovado com apresentação de nota fiscal.