
Para demonstrar transparência na relação com usuários e anunciantes, Google e Twitter fizeram anúncios oficiais sobre suas práticas comerciais. A polêmica surgiu com a denúncia do jornal The Wall Street Journal sobre a comprovada venda de informações do Facebook e MySpace para companhias publicitárias, sem consentimento dos internautas.
Em nota, o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, Neal Mohan, revelou que as receitas geradas por anúncios vinculados a seus mecanismos são divididos: os anúncios vinculados em páginas de conteúdos publicados por terceiros (AdSense for Content) - os produtores do conteúdo ficam com 68% da receita - e os anúncios vinculados a sua página de busca (AdSense for Search), essa proporção fica em 51%.
Mohan explica que a porcentagem continua a mesma desde 2003 para o AdSense for Content, e desde 2005, para o Ad Sense for Search. "Não podemos garantir que essa divisão de receitas nunca mudará, mas não temos planos correntes para fazer isso", disse.
Já o Twitter divulgou, em nota, seus novos Termos de Serviço, na qual deixa claro que não pretende controlar o que seus usuários publicam no site:
"Nunca existiu tanto espaço para inovação na plataforma Twitter como agora. Para manter tudo às claras, nossos princípios incluem:
1) Não queremos controlar o que os usuários publicam. E os usuários são donos dos seus próprios tweets;
2) Acreditamos que existem oportunidades para vender anúncios, criar aplicações verticais, fornecer análise inovadora e mais. Companhias estão vendendo anúncios em tempo real e outros tipos de publicidade em diversos clientes de Twitter, e não temos nenhum benefício com isso. E está tudo bem. Imaginamos que vão existir todos os tipos de mecanismos de monetização de terceiros que vão tentar colher algo nas timelines;
3) Não acreditamos que precisamos participar sempre dos inúmeros meios que outras companhias monetizam a rede", escreveu Dick Costolo, diretor de operações do Twitter.
Segundo Costolo, "a preocupação primária do Twitter é a saúde a longo prazo e o valor da rede. Além dos Tweets promovidos, não vamos permitir que terceiros insiram posts pagos em uma timeline ou qualquer outro serviço que se aproveite da API do Twitter. Estamos atualizando nossos termos de serviço para deixar isso bem claro".
Na visão do Twitter, anúncios de terceiros podem não preservar a "experiência única do usuário" que o Twitter criou. "Eles devem buscar fatia de mercado ou receita a curto prazo às custas da saúde de longo prazo da plataforma do Twitter. E a base para criar uma rede de anúncios que beneficie os usuários deve ser a inovação, não dinheiro a curto prazo", disse Costolo.
"Entendemos que, para algumas companhias, os novos termos de serviço proíbem atividades que elas investiram tempo e dinheiro. Vamos continuar a nos mover para lançar logo a capacidade de anotações (recurso annotations, que permite inserir informações, como fotos, em mensagens) para que os desenvolvedores de todos os lugares criem novos negócios inovadores na crescente plataforma do Twitter", concluiu.