
"A lei veta parcialmente a propaganda na internet. Não podemos usar banners para divulgar o candidato, por exemplo", afirma Caio Túlio (PV) - coordenador da campanha online da Marina Silva, durante o evento do IAB que comemora os 15 anos de internet, que aconteceu na última quinta-feira (12).O debate, que envolveu também Marcelo Branco (PT), Sérgio Caruso (PSDB) e o intermediador Marcelo Coutinho, discutiu a primeira eleição que faz uso do online. Segundo os coordenadores, "estamos vivendo um momento do ponto de vista político extremamente positivo e forte", no entanto, o país deixará de lucrar com a mídia por conta das restrições, o que deixa o Brasil longe de repetir o fenômeno Obama.Túlio Costa afirma que, se não fosse proibido, a expectativa é que a propaganda ocupasse grande espaço na mídia. Branco diz que o Brasil tem surpreendido muito com o uso primário da rede e aberto espaço para um terceiro pólo na formação de opinião pública. "A internet tem o papel de mudar o voto. A web tem sido o local de organização de argumentos e idéias", explica.Os coordenadores do PV, PT e PSDB, que contam com equipe especializada em redes sociais de 12, 15 e 40 pessoas, respectivamente, levantaram outra realidade que está longe do nosso país: o uso mobile nas campanhas eleitorais. "A campanha não tem verba para sms porque é muito caro, isso é uma das coisas que devemos dar atenção para as próximas eleições. As operadoras precisam rever os valores, pois ambas as partes perdem", ressalta Caio.