quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Editoras preparam e-books para iPad no Brasil!


Pelo menos um setor tem motivos para se preocupar com a chegada do iPad ao Brasil. Desde que a Apple lançou seu tablet, em abril, editoras brasileiras trabalham para disponibilizar seus livros em formatos compatíveis com a plataforma e tentar combater a pirataria.Matéria de Daniel Navas para o UOL Tecnologia informa que em agosto a Saraiva disponibilizou um aplicativo de leitura para o gadget de Steve Jobs. Segundo o presidente da empresa, Marcílio Pousada, estima-se que cerca de 40 mil iPads residam no Brasil atualmente – mesmo antes do lançamento do produto por aqui. O iPad é trazido por brasileiros desde quando foi apresentado nos Estado Unidos - naquele país, aliás, os e-books são maioria, tendo ultrapassado os livros de capa dura em vendas pela Amazon.com.A compatibilidade também é um fator a ser observado. Até o final do ano, a Saraiva pretende ter 5 mil livros digitalizados nos formatos PDF e ePUB, que funcionam não só com o iPad, mas também com o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido. Mas há muitos outros tipos de arquivo que rodam texto, como DOC, TXT, HTML, MOBI, TRT, entre outros. Até a Amazon tem os seus, compatíveis com o Kindle: AZW e AZW1.Segundo o UOL, outra editora que procura entrar no mercado com o pé direito é a Ediouro, que já vende arquivos digitais mas ainda precisa se adaptar ao iPad, como lembra o diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular – que pertence à Ediouro -, Newton Neto. Ele comenta que, além de os arquivos serem vendidos com exclusividade pela Apple, o tablet oferece diversas funções interativas, "como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal".
Os diferenciais do aparelho, inclusive, são parte da estratégia das empresas para combater a pirataria. Neto diz que planeja-se embutir vídeos e o próprio texto em versão digital nos arquivos, para oferecer um diferencial que a versão ilegal não teria. Ele explica que a empresa trabalha na criação de um "e-book 2.0", que virá com um código específico para as novas funcionalidades.Outra medida, esta adotada pela maioria das editoras brasileiras, é incluir nos arquivos o DRM (Digital Rights Management), um gerenciador de direitos autorais que impede o comprador do arquivo de repassá-lo adiante. Mas como o valor dos e-book tende a ser menor, já que não carrega custos de impressão e transporte, acredita-se a pirataria não seja um problema tão grande.