
Ainda neste ano, 9 milhões de casas terão assinaturas de TV paga no Brasil. A estimativa foi feita pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e mostra que 30 milhões de pessoas terão acesso ao serviço em 2010.Na comparação com 2009, o crescimento é expressivo, pois o país viu o ano passado terminar com 7,5 milhões de clientes da TV por assinatura. Apesar da alta, apenas 15% da população local possui o serviço, segundo o jornalista Daniel Castro.O crescimento do serviço é ilustrado pelo balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela NET Serviços, que revela alta de 12% na base de assinaturas da empresa no segundo trimestre em relação a 2009. A NET, maior operadora do país, conta atualmente com 3,8 milhões de clientes, sendo que, em 2009, eram 3,4 milhões.
Alterações no setor
Mas, em maio, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu abrir o mercado para empresas de telefonia fixa, podendo aumentar a concorrência no setor. Isso porque a NET é líder em oferta do triple play – TV, internet e telefone – e, com a decisão, terá companhia de outras empresas na disputa.À época da medida cautelar da Anatel, o diretor de regulamentação da Oi, Paulo Mattos, classificou a liderança da NET como "monopólio" que "favorece a venda de pacote de TV a cabo, voz e banda larga pelo grupo NET/Embratel". Mattos lembrou que a TV a cabo é uma das únicas em que vigora a reserva de mercado, com apenas um player no centro do poder. A diretora-executiva da Telefônica, Leila Lória, comentou que a internet é um dos meios com maior possibilidade de crescimento e é o único sem restrições – a exemplo do limite de capital estrangeiro.Mas a decisão da Anatel não preocupava a NET, segundo o vice-presidente jurídico e de relações institucionais da empresa, André Borges. "Já tivemos muito medo. Mas isso não corresponde mais à realidade, pois já concorremos diretamente com as operadoras", comenta. A única ressalva, no entanto, seria quanto à forma de atuação da entidade. "É uma questão de ordem legal. Não se pode tomar uma decisão administrativa que desconsidera a lei vigente", ressaltou.